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Ononono Valeu!
É primavera!

É primavera!

Em plena rua da Consolação, em São Paulo, o taxista me pergunta:

– Você gosta de flores?

– Adoro!

– Pois logo mais tem ali uma primavera linda, apontou o lado.

 

Eu escorreguei pelo banco de trás e me pus na janela di­reita à espera da árvore florida. Ele então trocou de pista pra gente se aproximar da visão.

– Olha lá, que linda, ele disse.

– Nossa, bonita mesmo, tão cor-de-rosa. Algumas são mais arroxeadas, mas eu prefiro as cor-de-rosa assim…

– Minha mulher também adora flores. Eu também adoro, adoro!, ele disse.

 

Voltamos para a pista exclusiva de ônibus e que permitia táxi naquele horário.

– Sabe uma árvore que eu acho linda toda vida? O ipê. Em Goiás, onde moro, tem muito. No meio da secura, surge aquela lindeza.

– O ipê também é minha árvore florida preferida!, ele dis­se, bem animado.

 

Então me contou o caso de uma vez em que viajava e viu um ipê carregado na beirinha da estrada. Embaixo dele, um tapete amarelo de flores. Disse que ficou fortemente encanta­do com aquilo, mas que ainda não era época dos celulares com câmera. Resolveu então entrar na cidade. Pegou um retratista e o levou até a estrada para fazer uma foto daquele ipê. E ele tem essa foto até hoje.

 

Também conversamos sobre todas as cidades onde mo­ramos. Daqui no máximo dois anos ele deixa São Paulo para morar com a mulher em Mantena, onde estão a única filha e o neto. “Quero viver bem a vida que me resta”, explicou.

*

Esta crônica faz parte do livro No Meio do Caminho

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